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sábado, 14 de junho de 2014

ELOGIO AO AMOR


Só publiquei este texto porque revela o que sinto e vejo hoje sobre o amor.

Esta tão belo... leiam até o fim, vale a pena. 



Elogio ao Amor



Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.

Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido....Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.

A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.

Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira.

E valê-la também.

Miguel Esteves Cardoso

https://www.facebook.com/notes/chiado-editora/elogio-ao-amor/10152523923893055



segunda-feira, 2 de junho de 2014

A ROSA DA MEIA-NOITE De LUCINDA RILEY




Título original: 
THE MIDNIGHT ROSE (2014)

Autor: LUCINDA RILEY
Genéro: Romance, Mistério, Histórico 
Páginas: 624
Editor: Novo Conceito
Classificação: X/5













REVIEW



Este livro é uma aposta minha, não conheço a autora, nem estilo nem nunca ouvi falar de nenhum livro dela, simplesmente chamou-me à atenção a arte da capa. Li a sinopse e me fez lembrar o JARDIM DOS SEGREDOS de Kate Morton. Aquele ar misterioso, sempre buscando no passado as respostas às perguntas do presente. 

Vejam o video onde a autora revela pormenores e a história por trás da criação do livro. Este video convenceu-me completamente a comprar o livro. Tem basicamente tudo o quero, tem um mistério no passado, segue várias gerações, laços familiares e de amizade, um toque romance... e mais, é uma história pessoal da autora, cada elemento não foi feito ao acaso e isso agrada-me.

 Já estou ansiosa por o ter, parece tão bom...!







SINOPSE OFICIAL


Atravessando quatro gerações, A Rosa da Meia-Noite percorre desde os reluzentes palácios dos marajás da Índia até as imponentes mansões da Inglaterra, seguindo a trajetória extraordinária de
Anahita Chavan, de 1911 até os dias de hoje.

No apogeu do Império Britânico, a pequena Anahita, de 11 anos, de origem nobre e família humilde, aproxima-se da geniosa Princesa Indira, com quem estabelece um laço de afeto que nunca mais se romperia. Anahita acompanha sua amiga em uma viagem à Inglaterra pouco tempo antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial. Ela conhece, então, o jovem Donald Astbury, herdeiro de uma deslumbrante propriedade, e sua ardilosa mãe.

Oitenta anos depois, Rebecca Bradley é uma jovem atriz norte-americana que tem o mundo a seus pés. Quando a turbulenta relação com seu namorado, igualmente rico e famoso, toma um
rumo inesperado, ela fica feliz por saber que o seu próximo papel uma aristocrata dos anos 1920 irá levá-la para muito longe dos holofotes: a isolada região de Dartmoor, na Inglaterra. As filmagens começam rapidamente, e a locação é a agora decadente Astbury Hall.

Descendente de AnahitaAri Malik chega ao País sem aviso prévio, afim de mergulhar na história do passado de sua família. Algo que ele descobre junto com Rebecca começa a trazer à tona segredos obscuros que assombram a dinastia Astbury.



AS HORAS DISTANTES de KATE MORTON



As Horas Distantes

Título original:
The Distand Hours (2010)

Autor: Kate Morton
Genéro: Mistério, Romance, Histórico 
Páginas: 528
Editora: Porto Editora
Classificação: X/5








SINOPSE OFICIAL



Tudo começa quando uma carta, perdida há mais de meio século, chega finalmente ao seu destino...

Evacuada de Londres, no início da II Guerra Mundial, a jovem Meredith Burchill é acolhida pela família Blythe no majestoso Castelo de Milderhurst. Aí, descobre o prazer dos livros e da fantasia, mas também os seus perigos.

Cinquenta anos depois, Edie procura decifrar os enigmas que envolvem a juventude da sua mãe e a sua relação com as excêntricas irmãs Blythe, que permaneceram no castelo desde então. Há muito isoladas do mundo, elas sofrem as consequências de terríveis acontecimentos que modificaram os seus destinos para sempre.

No interior do decadente castelo, Edie começa a deslindar o passado de Meredith. Mas há outros segredos escondidos nas paredes do edifício. A verdade do que realmente aconteceu nas horas distantes do Castelo de Milderhurst irá por fim ser revelada...

Críticas de imprensa
Um cativante thriller romântico... que irá deslumbrar os leitores.
Publishers Weekly, EUA, Starred Review

Um castelo em ruínas, gémeas aristocráticas, uma irmã perturbada e uma série de sombrios segredos lançam um sussurrante feitiço neste novo livro de Kate Morton.
Marie Claire, RU

Uma leitura viciante,cheia de mistério e suspense.
ASOS magazine

Neste terceiro romance, Morton escreve no seu habitual estilo envolvente, conduzindo-nos até ao interior da família Blythe e levando-nos a viver intensamente cada peripécia.
Waterstones Books Quarterly



REVIEW


Não tenho muito a dizer sobre este livro, já que ainda não o li, mas sou fã da autora desde que o JARDIM DOS SEGREDOS e este título parece do mesmo género. Uma escrita suave e delicada, nada maçadora, simplesmente encantadora, personagens interessantes, mistérios e suspense é o que espero deste e de todos os títulos desta autora.

A ROSA DA MEIA-NOITE De LUCINDA RILEY



Título original: 
THE MIDNIGHT ROSE (2014)

Autor: LUCINDA RILEY
Genéro: Romance, Mistério, Histórico 
Páginas: 624
Editor: Novo Conceito
Classificação: 4/5








SINOPSE OFICIAL


Atravessando quatro gerações, A Rosa da Meia-Noite percorre desde os reluzentes palácios dos marajás da Índia até as imponentes mansões da Inglaterra, seguindo a trajetória extraordinária de
Anahita Chavan, de 1911 até os dias de hoje.

No apogeu do Império Britânico, a pequena Anahita, de 11 anos, de origem nobre e família humilde, aproxima-se da geniosa Princesa Indira, com quem estabelece um laço de afeto que nunca mais se romperia. Anahita acompanha sua amiga em uma viagem à Inglaterra pouco tempo antes da eclosão da Primeira Guerra Mundial. Ela conhece, então, o jovem Donald Astbury, herdeiro de uma deslumbrante propriedade, e sua ardilosa mãe.

Oitenta anos depois, Rebecca Bradley é uma jovem atriz norte-americana que tem o mundo a seus pés. Quando a turbulenta relação com seu namorado, igualmente rico e famoso, toma um
rumo inesperado, ela fica feliz por saber que o seu próximo papel uma aristocrata dos anos 1920 irá levá-la para muito longe dos holofotes: a isolada região de Dartmoor, na Inglaterra. As filmagens começam rapidamente, e a locação é a agora decadente Astbury Hall.

Descendente de Anahita, Ari Malik chega ao País sem aviso prévio, afim de mergulhar na história do passado de sua família. Algo que ele descobre junto com Rebecca começa a trazer à tona segredos obscuros que assombram a dinastia Astbury.



REVIEW


Este livro é uma aposta minha, não conheço a autora, nem estilo nem nunca ouvi falar de nenhum livro dela, simplesmente chamou-se a atenção a capa. Li a sinopse e me fez lembrar o JARDIM DOS SEGREDOS de Kate Morton. Aquele ar misterioso, sempre buscando no passado as respostas às perguntas do presente. Sem dúvida fica na lista à espera de ser comprado e lido.