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| Capa( Porto Editora) |
Título original: Skulduggery Pleasant (2007)
Autor: Derek Landy
Genéro: Horror, Comédia, Mistério e Fantasia
Páginas: 248
Editor: Porto Editora
Prémios: Melhor Livro para Jovens pela American Library Association
Classificação: 4/5
SINOPSE OFICIAL
Gordon, o tio de Stephanie escrevia contos de terror. Pelo menos era isso que ela pensava... até ele morrer e lhe deixar toda a sua fortuna.
É então que ela descobre que os livros dele são de terror, sim, mas as histórias não são propriamente inventadas!
Vendo-se mergulhada num assustado mundo de vampiros, vilãos demoníacos e Homens-Ocos, Stephanie consegue a mais improvável das ajudas: Skulduggery Pleasant, o sarcástico esqueleto de um defunto mágico.
Quando a coisa dá realmente para o torto, ainda bem que Stephanie não é a típica e habitual miúda de doze anos - e ainda bem que Skulduggery já morreu!
Será que o Mal vai vencer? Conseguirão Stephanie e Skulduggery deixar de implicar um com o outro o tempo suficiente para salvar o mundo? Uma coisa é certa: os maus nem sabem o que os espera!
REVIEW
Gostei de este livro, é um juvenil e esse género raramente me defrauda.
A história é interessante, porém simples, nada com muitos dramas, nem problemas de quebrar a cabeça. Dá umas reviravoltas que não esperava e isso é pontos a favor. A capa e contracapa é das melhores que já vi. O esqueleto elegantemente vestido, o sujo das tintas, as cores sombrias... Uma mistura de fantasia e arte que fica a matar com o conteúdo do livro.
O trama começa com uma morte, a de Gordon Edgley. Ora, na leitura do testamento, como este não tinha herdeiros, se esperava só os irmãos serem nomeados, mas este homem é um gozão irónico. Assim não só deixa enraivecido um irmão por lhe deixar a parte ”inútil” da herança, como chama um estranho, Skulduggery Pleasant, para lhe dar uma mensagem suspeitosa no testamento, além que coloca nas mãos da sua sobrinha, Stephanie, a maior fatia da fortuna dele.
Continuando, a sobrinha em visita à sua recente mansão é atacada por um homem que exigia que lhe entregasse a chave. A pobre miúda não faz ideia do que ele se refere e quando por fim é presa pelo homem, não é que surge o tal estranho e a salva com uma dose de porrada, tiros e magia! Fogo mais propriamente.
A história é interessante, porém simples, nada com muitos dramas, nem problemas de quebrar a cabeça. Dá umas reviravoltas que não esperava e isso é pontos a favor. A capa e contracapa é das melhores que já vi. O esqueleto elegantemente vestido, o sujo das tintas, as cores sombrias... Uma mistura de fantasia e arte que fica a matar com o conteúdo do livro.
O trama começa com uma morte, a de Gordon Edgley. Ora, na leitura do testamento, como este não tinha herdeiros, se esperava só os irmãos serem nomeados, mas este homem é um gozão irónico. Assim não só deixa enraivecido um irmão por lhe deixar a parte ”inútil” da herança, como chama um estranho, Skulduggery Pleasant, para lhe dar uma mensagem suspeitosa no testamento, além que coloca nas mãos da sua sobrinha, Stephanie, a maior fatia da fortuna dele.
Continuando, a sobrinha em visita à sua recente mansão é atacada por um homem que exigia que lhe entregasse a chave. A pobre miúda não faz ideia do que ele se refere e quando por fim é presa pelo homem, não é que surge o tal estranho e a salva com uma dose de porrada, tiros e magia! Fogo mais propriamente.
No meio do confronto, o nosso herói vai perdendo algumas peças de roupa que o cubriam de cima a abaixo e para espanto de Stephanie, o que mostrava não era um ser de carne e osso, apenas osso. Sim, um esqueleto andante!
“–Estás com ar de quem vai desmaiar a todo momento.
Stephanie assentiu vagarosamente. – Nunca desmaiei, mas acho que tem razão.
– Queres que ampare no caso de caíres, ou...
– Se não se importar.
– Claro que não, sem problema.
– Agradeço.
Stephanie esboçou um ténue sorriso e de repente viu tudo oscuro e sentiu-se a definhar e a última coisa que viu foi o Skul a precipitar-se sobre ela.”
É esta das primeiras conversas entre eles e a que me levou a me atrair em sério pelo livro. Sei lá, lhe achei piada a calma que corria a conversa.
Skulduggery Pleasant apresenta-se como detetive e grande amigo do tio e explica-lhe um pouco sobre magia e a sua história, para logo a deixar ali... Sem sucesso já que a menina esta desejosa de alguma coisa mais na sua vida, pelo que rapta-lhe o chapéu e não o larga mais. Juntos vão descobrir quem esta por trás do assassinato do tio e que o mataram por esconder a arma mais poderosa do mundo...
Skulduggery Pleasant apresenta-se como detetive e grande amigo do tio e explica-lhe um pouco sobre magia e a sua história, para logo a deixar ali... Sem sucesso já que a menina esta desejosa de alguma coisa mais na sua vida, pelo que rapta-lhe o chapéu e não o larga mais. Juntos vão descobrir quem esta por trás do assassinato do tio e que o mataram por esconder a arma mais poderosa do mundo...
Sem aprofundar mais a história, devo dizer que adorei o Skul, a sua personalidade brilhante, o seu sarcasmo nas palavras, a arrogância, até as piadinhas... espectáculo de homem, aliás de esqueleto. Acho que li com a pica toda mais que tudo por ele
, mais forte que o enredo, o vilão, magia, resto das personagens, eu queria ler cada frase e cada acção dele.
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| Quem leu, se vai sentir identificado em especial com esta cena (Zauberei – Magic por Puddingblume) |
Stephanie é descrita como “determinada, inteligente, de língua afiada, intolerante perante a estupidez...” faltou acrescentar curiosa e valente nas palavras do tio em relação à sobrinha. É um personagem que cresceu ao longo livro, mas ainda lhe falta muito para aprender, gostei dela, só que é só uma miúda e às vezes mandava muito a adultos que supostamente deviam saber mais...
Uma coisa essencial, tem os morais e sentimentos certos, amizade, fidelidade, carinho, alegria, ódio, traições, culpa... Nós colectamos uma lição e isso é bom, principalmente sendo isto um livro para jovens. Gostei da forma como é escrita a história, sem floreados, simples, se bem que já li muito melhor, principalmente nas cenas de combate, acho que falta mais alguma coisa.
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| Os personagens da saga, sem bem que a maioria não é apresentado neste livro, alguns reconheci facilmente. (Skulduggery Pleasant Tag Pic por Fervid Colt) |
Ah e outra, não se usa muitas tecnologias, telemóvel, computador, por ali fora. Acho que é um ponto a favor, mostrar que se pode viver aventuras “reais” sem estar sempre com maquininhas, já não se vê miúdos nos parques sem aparelhos e vivem demasiado dependentes disso. Existe um mundo para conhecer, que eles podem tocar, cheirar, ver... e apenas ficam a ver. É triste a sociedade estar assim...
Concluindo, é um livro recomendado, estou ansiosa pelo segundo volume, menti, estou ansiosa pela saga toda que conta com oito livros actualmente e para Agosto de 2014 saí mais um, o nono e último.


